sexta-feira, 13 de março de 2009

A excêntrica família de Antonia


Filme que deve ser visto!


A excêntrica família de Antonia

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Numa pequena fazenda do interior da Holanda, Antonia passa seu último dia de vida. Deitada em uma cama, recorda o dia em que, logo após o término da 2ª Guerra Mundial, voltou ao vilarejo de sua infância, acompanhada de sua filha adolescente, Danielle.

Em flashbacks, o filme recua até aquele dia quando, tendo herdado a pequena fazenda, ela decide recomeçar sua vida, juntamente com a filha. Ela encontra velhos amigos e, com sua autoridade e generosidade, dá abrigo a uma jovem retardada que fora estuprada pelo irmão. Quando um fazendeiro viúvo, Bas, lhe propõe que seja a nova mãe de seus cinco filhos, ela não aceita a proposta, mas os dois se tornam grandes amigos por muitos anos, até que ela decide tornar-se sua amante, não sua esposa. Danielle pretende ser uma pintora. Anos mais tarde, quando decide ter um filho, mantendo-se solteira, ela e Antonia vão à cidade em busca de um homem que possa ser o pai da criança. Elas o encontram na pessoa do irmão da amiga Letta.

Thérèse, filha de Danielle, demonstra ser uma criança especial, um prodígio em matemática. Para atender às necessidades específicas de educação de sua filha, Danielle recorre aos conhecimentos de Kromme Vinger, um filósofo recluso, e de Lara, uma professora por quem ela imediatamente se apaixona. Lara passa, então, a viver também na fazenda.

Quando o irmão de Deedee estupra Thérèse, Antonia toma uma posição corajosa contra ele. Embora fique furiosa com a situação, não se deixa levar por seus sentimentos de violência. Anos mais tarde, Thérèse casa-se e tem uma filha, Sarah.

À medida que o tempo passa, Antonia continua adicionando novos membros à sua extensa família, incluindo um padre que deixou o hábito e a amiga Letta. Assim, ao chegar a hora de sua morte, ela está rodeada por sua família e amigos. Sua morte se dá com dignidade, serenidade e beleza."


Ficha técnica do filme:



Direção: Marleen Gorris

Roteiro: Marleen Gorris

Produção: Gérard Cornelisse, Hans De Weers, Hans de Wolf

Música Original: Ilona Sekacz

Fotografia: Willy Stassen

Edição: Michiel Reichwein, Wim Louwrier

Design de Produção: Harry Ammerlaan

Direção de Arte: Harry Ammerlaan

Figurino: Jany Temime

Efeitos Especiais: Olivier de Laveleye, Steven van Couwelaar

País: Holanda, Bélgica, UK

Gênero: Drama



Assisti esse já faz algum tempo, mas só me lembrei de postar aqui agora. Me fez chorar como nenhum outro filme. É de fazer brilhar os olhos!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Me engana que eu gosto

Dublador de Sean Penn se recusa a dar voz a papel gay do ator no filme "Milk"

Marco Ribeiro, o dublador de Sean Penn no Brasil, se recusou a fazer a voz do ator no filme "Milk- A Voz da Igualdade", informa nesta segunda-feira Silas Martí, da Folha de S.Paulo

No filme, que rendeu o segundo Oscar na carreira de Penn, o ator interpreta Harvey Milk (1930-1978), ativista gay e primeiro homossexual a ser eleito para um cargo político nos EUA.

"Não me sentia à vontade para fazer o filme", afirmou Ribeiro, 38, que é também pastor evangélico, à Folha. "Não tive vontade porque tenho a voz envolvida com outras questões, assim como não faço determinados comerciais."

"Não é que [Ribeiro] tenha algo contra homossexuais, é que as pessoas ao seu redor confundem sua profissão de ator com o lado religioso", afirmou Marlene Costa, 55, diretora de dublagem de "Milk", que substituiu Ribeiro pelo ator Alexandre Moreno.


Aham, tá bom! Sabe, eu não sei porque nego ainda INSISTE em dizer "ah, não é que eu tenha alguma coisa contra os homossexuais...", sabe? É tão perca de tempo! É mais fácil assumir que não passar de um homofóbico mesmo, que não gosta de viado, que não quer ver a própria voz numa bicha porque se não os amigos vão zuar, a igreja vai chiar. Sabe o que falta no mundo, gente? FALTA ATITUDE!!!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Irracional

Agora ele olha pro rosto dela e vê uma marca deixada pelas suas próprias mãos. Eu juro que não entendo. Dizem que existem formas e formas de amor... Mas esse amor que ele diz sentir por ela não existe! Quem é que espanca o ser amado? Quem é que pensa em fazer o ser amado sentir dor, tanto fisicamente como emocionalmente?
Pois foi sorte a sua que eu não presenciei essa cena, pois eu não sei o que eu seria capaz de fazer. Acho que eu não me lembraria de nada pois perderia a razão e tre diria coisas que estão entaladas na minha garganta desde quando me conheço por gente. Pois é desde quando me conheço por gente que vc faz questão de ser irracional, de ser ausente, de ser o bosta que você é. A gente sempre pensa que não pode ficar pior...
Só delcaro que sou capaz de acabar com ele, resumí-lo a pedacinhos apenas gritando tudo o que ele representa pra mim! Sem encostar um dedo eu diria coisas que ele não esqueceria até morrer.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Oscar Wilde

"Nossos dias são muito curtos para que tomemos, nos próprios ombros, o peso dos erros de outrem. Cada um vive a própria vida, e paga o preço de vivê-la. Em tudo, a única pena é que, com frequência, temos que pagar um preço alto por uma única falta. E, na verdade, estamos sempre a pagar. No trato com o homem, o Destino jamais encerra as contas.Há momentos, dizem-nos os psicólogos, quando a paixão pelo pecado, ou por aquilo que o mundo chama de pecado, domina de tal maneira uma personalidade, que toda fibra do corpo, e toda célula do cérebro, parece ser instinto com impulsos receosos. Nestes momentos, homens e mulheres perdem a liberdade da vontade. Como autômatos, consciência, morta, ou então, se conseguir viver, vive apenas para dar fascínio à revolta, e encanto a desobediência. Pois todos os pecados, como não se cansam de nos lembrar os teólogos, são pecados da desobediência. Quando, dos céus, cai o espírito maior, a estrela matutina do mal, é como rebelde que cai."

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Fases

Eu me encontro em mais uma daquelas minhas fases de mudança que ninguém entende, muito menos eu. Tô até gostando de Deus de novo, aceitando melhor as coisas que eu fazia questão de negar! Eu me sento no chão do quintal, acendo um cigarro e fico olhando a Lua, com vontade de sumir desse lugar. Sumir só pra sentir saudades, sentir vontade de voltar. Não sei, meu peito fica apertado quando eu penso em 2009. Aquele medo maldito de ficar sozinha de novo.
Tenho andando extremamento irritada, explosiva, sem paciência com as pessoas... Minha insônia me abraça há mais de uma semana e eu não consigo entender o motivo disso tudo. Vou parar de procurar por ele.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Peça de mudança

Eu defini sozinha ao longo da minha pacata existência de 21 anos que a vida é "uma rua repleta de esquinas. Nessas esquinas, esporadicamente, aparece um mulequinho, te mete um tapa na cara e sai correndo. Com o tempo você cria cascos, se acustuma, se adapta". Conversando sobre isso com uma amiga ela disse algo do tipo "Daí então você corre atrás do mulequinho com um tijolo e joga na cabeça dele!". Não não.... Pra quê? Se você é filho da puta no mesmo nível que os demais, você acaba dando continuidade a esse ciclo vicioso que a sociedade apresenta. Pra mudar isso você tem que ser uma peça chave nesse jogo. Uma peça de mudança. Tá tudo entrelaçado na minha cabeça... Mudar o mundo pra mim, tem que começar no indivudual. Se você muda o individual, você muda o coletivo. O processo é extremamente lento mas indubtavelmente gratificante.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Mais um conto de Fadas


Desde muito pequeno ouço falar de que toda mulher encontrará um “Príncipe encantado” que as tratariam melhor que qualquer princesa de contos de fadas. A idéia que é incutida em nossas ingênuas mentes infantis é que este iria lembrar-se de todas as datas importantes da nossa vida, iria abrir todas as portas do mundo para nós, nos fariam sorrir, enxugaria nossas lágrimas (de felicidade, é claro!), nos acompanhariam as compras e as pagariam, dentre muita outras coisas.

Quando adolescente, e já ciente de algumas coisas que me eram omitidas no passado, me disseram que esse mesmo homem com quase todos os atributos físicos do Rodrigo Santoro, seria gay, o que logo me fez sorrir pois a possibilidade parecia bem grande dele o ser: o cara faria tudo para a “amada”, mas nunca diziam que ele seria bem dotado (não que isso importe muito), nem que ele transaria com ela (isso sim seria de muita importância). Em virtude dessa conclusão fatídica para as mulheres e de certa forma orgulhosa para os gays, comecei a minha busca pelo meu “príncipe”: subi masmorras, vi dragões (se é que você entende o trocadilho), e juro que não encontrei o “príncipe encantado”, nem gay nem hétero (se bem que não acredito muito nesse último, pra mim há homem e mulher mal cantados). Nessa minha odisséia tudo que encontrei foram “mendigos amaldiçoados”, que a priori parecem elegantes, nos levam pra jantar, nos chamam de “princesa” (e nem precisa ser trabalhador do ramo de construção civil), nos fazem mil e uma promessas e depois de uma semana não cumpre nenhuma, não tomam banho, o que diminuía e muito o apetite sexual, e ainda têm a capacidade de dizer que tudo o que buscamos é sexo. Ainda acredito que sexo é importante, mas não é tudo o que buscamos, ainda queremos homens inteligentes (e isso existe, por incrível que pareça), bonitos (acredito que a combinação é que é rara), que não pague tudo para nós, mas que queira dividir suas vidas conosco, que sejam bons amantes e principalmente que nos façam sorrir.